Empréstimos no Brasil


Juros de Empréstimos

Seja ao utilizar o limite de sua conta especial, parcelar o pagamento de sua fatura do cartão de crédito ou financiar algum bem, procuraremos sempre fazer isto onde encontrarmos as melhores taxas de juros de empréstimo. Cada empresa tem seu diferencial em suas taxas de juros de empréstimo. E existem diversos tipos de taxas:

Taxas de juro de contas especiais, taxas do limite rotativo do cartão de crédito, taxas de juros de empréstimos para pessoas físicas. Mas a s vezes as taxas de juros são bem altas.

Se fosse fácil e barato, 57% das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo desejariam tomar empréstimos bancários. No entanto, apenas 22% das pequenas empresas buscam recursos em instituições bancárias.

As elevadas taxas de juros de empréstimos e a burocracia continuam sendo as maiores dificuldades de acesso das pequenas empresas ao crédito. Reduzir as taxas de juros de empréstimos seria a principal ação que poderia facilitar a tomada de novos empréstimos, outra ação que seria também importante seria reduzir a burocracia, prazos mais longos de pagamento e menores exigências em termos de garantias também.
 É preciso mudar a estratégia de atuação das instituições financeiras, públicas e privadas, junto às pequenas empresas. "Os recursos existem, mas as empresas não têm acesso a eles. E o mais grave é que mesmo que fosse fácil e barato captar recursos nos bancos, 43% não estão dispostas, entre outras razões, porque acreditam que não conseguiriam pagar e não confiam na política econômica do governo."

As três principais formas de financiamento utilizadas pelos empreendedores, com recursos de terceiros, são: negociação de prazo com fornecedores ou crédito mercantil ; uso de cheque pré-datado; e uso do cheque especial ou cartão de crédito da empresa.

Das empresas que desejam obter algum tipo de financiamento, 59% das pequenas empresas buscam até R$ 20 mil, outras acreditam que o prazo ideal para pagamento é de até 36 meses e outra parte delas aceitariam pagar juros de até 1,99% ao mês. Um destaque é de que a intenção do empréstimo para algumas delas buscam recursos para capital de giro e outras para investimento em capital físico.

Dados do Banco Central mostram que a oferta total de crédito na economia cresceu 29%, entre dezembro de 2002 e dezembro de 2005, descontada a inflação. O crescimento foi puxado pela ampliação da oferta de crédito ao consumidor final. O saldo das operações de crédito com pessoas físicas aumentou 81% no mesmo período.

Já o crédito produtivo não cresceu no mesmo ritmo e em alguns setores até caiu. As operações de crédito com o setor industrial, por exemplo, tiveram queda de 3%, em termos reais, nos últimos três anos. Em dezembro de 2002, o saldo das operações de crédito com o setor industrial chegou a R$ 142,6 bilhões, tendo caído para R$ 138,9 bilhões em dezembro de 2005, queda de R$ 3,7 bilhões (valores já deflacionados pelo INPC).

O segmento de habitação também foi prejudicado, com queda de 3%, passando de R$ 30 bilhões para R$ 29 bilhões. Outros setores tiveram melhor sorte: +18% em serviços, +30% no comércio, +30% no setor público e +45% no setor rural.

A expansão do crédito é importante, mas há um déficit no atendimento à demanda das micro e pequenas empresas, seja pelo custo dos juros de empréstimos ou pela burocracia. Os recursos foram direcionados ao consumo e não ao sistema produtivo.

Podemos apontar o microcrédito e cooperativas de crédito como fontes alternativas de financiamento. A redução das taxas e das garantias são os maiores problemas, mas outra questão importante é a informação. A utilização do cheque especial é um dado preocupante. O crédito mais fácil é o mais caro. A elaboração de um plano de negócio facilita não apenas a obtenção de crédito, como dá segurança para investir.

A manutenção de juros de empréstimos altos não interessa a ninguém, nem mesmo às instituições financeiras, ao contrário do que querem fazer entender alguns analistas apressados e aqueles que acreditam que os bancos são os responsáveis pelas elevadas taxas de juros de empréstimos. Todos sabem que juros de empréstimos altos inibem a atividade produtiva, restringem o consumo, aumentam o desemprego e levam à baixo crescimento. E não é esse o quadro que desejam as instituições financeiras, cujo negócio principal deve ser financiar a produção e o consumo.

Mas, diferentemente do que ocorre em outros países, onde os bancos vivem de emprestar dinheiro aos clientes, no Brasil o grande tomador de empréstimos é o governo, que precisa financiar seus enormes déficits. Os juros de empréstimos são altos porque o governo, maior devedor da economia, precisa pagar juros altos para obter empréstimos internos para financiar o déficit público.

A discussão politizada e passionalizada da taxa de juros leva ao erro de se: ignorar o mercado. Mas o mercado não é uma abstração - é formado por todas pessoas físicas e jurídicas, indústria, comércio e bancos. As empresas aplicam em fundos lastreados por títulos públicos - como todos os clientes dos bancos que têm recursos aplicados, como todos os fundos de pensão, como todas as seguradoras. Se não forem corretamente remunerados, todos perdem.

A queda dos juros não depende simplesmente de um ato de vontade política.  Os juros só vão cair de forma sustentada e crescente se o governo controlar a inflação, cortar gastos e gerar superávits para reduzir a dívida pública. Daí a importância das reformas, principalmente da Previdência Social, que visam diminuir o dramático déficit público.

A redução dos juros contribuiria também para reduzir o alto índice de inadimplência que tem peso significativo no spread bancário - a diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos dos investidores e o que cobram para emprestar à pessoas e empresas que precisam de crédito.

O "spread" bancário é alto, embora venha caindo bastante nos últimos anos. Mas assim como não é possível baixar juros por decreto, também a redução do "spread" envolve processo gradual, que os próprios bancos vêm debatendo em conjunto com o Ministério da Fazenda.

Existem providências que podem ser tomadas como a redução dos compulsórios, que, na prática, têm o efeito de impostos; o aperfeiçoamento dos mecanismos de securitização; a implementação da cédula de crédito bancário, que permite execução mais rápida na Justiça; a redefinição dos direcionamentos obrigatórios das carteiras de empréstimos para habitação e agricultura, por exemplo; a aprovação de leis que facilitem aprimorar cadastros e banco de dados de clientes, para melhorar a análise dos candidatos a crédito; o estímulo a operações de crédito eletrônicas, que custam mais barato para os bancos e podem custar menos para os clientes. Essas e outras medidas contribuiriam, sem dúvida, para reduzir os riscos e a inadimplência e, em conseqüência, diminuir as taxas de juros de empréstimos, incentivando o crédito à atividade produtiva e ao consumo.

Facilidade de crédito sempre foi a mola que impulsionou o consumo das pessoas. Dividir em três, ou doze vezes, a conta sempre era a mesma: "essa prestação cabe no meu orçamento". Depois passando os meses, despesas inesperadas e lá estava a renda comprometida com tantas prestações, que o jeito era fazer mais um empréstimo, parcelado é claro. Com essa nova modalidade de desconto em folha de pagamento para os aposentados é bom ficar atento, o alívio hoje em conseguir um dinheiro extra, pode ser um problema amanhã, ainda mais quando se tem ganhos fixos. Esmola de mais o santo desconfia, por isso preste atenção no seu orçamento e nos juros cobrados para essa modalidade de empréstimos, e utilize se realmente precisar·.


Links Relacionados

Banco Central
Pesquisa do Banco Central de taxas de juros de Crédito Pessoal das principais instituições financeiras.
http://www.estadao.com.br/ext/financas/credito/creditopessoal1.htm


Banco Real
Veja as taxas de juros das linhas de crédito do Banco Real.
http://www.bancoreal.com.br/pessoas/emprestimos_financ/tpl_taxa_de_juros.shtm


Compare Empréstimos
A taxa de juro médio para empréstimo pessoal ficou em 5,9% ao mês, enquanto os empréstimos para pessoas físicas estão na faixa de 9,2%.
http://www.compareemprestimos.com.br/tag/taxas-de-juros-de-emprestimo/




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